Combien de murs (Patrick Bruel)

Patrick Bruel é francês, judeu, nascido na Argélia em 1958. Ator e cantor, Patrick queria ser jogador de futebol mas escolheu a carreira artística depois de assistir a um show de Michel Sardou em 75. Após inúmeros sucessos como cantor, em 94, Patrick lança “Combien de murs” que vamos estudar hoje para você aprender mais francês.

D’abord une pierre qui vole en éclats,

Une drôle de poussière, puis un fracas.

Sortez de chez vous, réveillez tous les gens

Qui ont rendez-vous depuis si longtemps.

Primeiro, uma pedra que estoura,

Uma poeira estranha, e um estrondo.

Saia de sua casa, acordem todo mundo

Que tem encontro marcado há tanto tempo

Un mur est tombé, un homme se retourne.

Est-ce qu’il a rêvé ? Est-ce une page qu’on tourne ?

Um muro caiu, um homem se vira.

Ele sonhou? É uma página virada?

Déjà la rumeur qui court de ville en ville.

On s’embrasse, on pleure, il reste immobile…

O rumor já corre de cidade em cidade.

A gente se beija, chora, ele fica imóvel…

Est-ce que c’est lui qui perd la tête, qui devient fou

Même si son cœur est à la fête ses yeux sont flous.

Combien d’armures, combien de masques, combien de tombes,

Combien de murs se cachent derrière un mur qui tombe ?

Será ele que perde a cabeça, que está ficando louco

Mesmo se o coração dele está em festa seus olhos vagos.

Quantas armaduras, quantas máscaras, quantas tumbas,

Quantos muros se escondem atrás de um muro que cai?

Des larmes peuvent couler, personne se retourne.

L’histoire abandonne les pages qu’on détourne.

De quelle liberté pourra-t-on bien parler

Lorsque les enfants viendront demander?

Lágrimas podem escorrer, ninguém se vira.

A história abandona as páginas desviadas

De que liberdade poderemos falar

Quando as crianças vierem perguntar?

Les murs qu’on a dans la tête

Sont plus hauts que vos “peut-être”.

Pourquoi personne les arrête? jamais !

Bien sûr qu’on va les casser,

Mais on n’effacera jamais

Les maux qu’ils auront laissés… gravés !

Os muros que temos na cabeça

São mais altos que seus “talvez”.

Por que ninguém os para? nunca!

Claro que vamos quebrá-los

Mas não vamos apagar nunca

Os males que terão deixado … gravados!

J’avais oublié l’ironie de notre histoire.

J’avais oublié qu’on a si peu de mémoire.

Combien de larmes, combien de haines, combien de hontes,

Combien de murs se cachent derrière un mur qui tombe ?

Eu havia esquecido a ironia de nossa história

Eu havia esquecido que temos tão pouca memória.

Quantas lágrimas, quantos ódios, quantas vergonhas,

Quantos muros se escondem atrás de um muro que cai?

Est-ce que c’est moi qui deviens fou ?

Répondez-moi, mes yeux sont flous.

Au nom de qui fait-on le choix de l’innocence ?

Au nom de quelle liberté, de quelle transparence ?

Sou eu que estou ficando louco?

Responda-me, meus olhos estão embaçados.

Em nome de quem escolhemos a inocência?

Em nome de que liberdade, de que transparência?

Combien de murs… Combien de murs…

Combien de larmes, combien de masques, combien de hontes

Combien de murs se cachent derrière un mur qui tombe ?

Quantos muros … quantos muros …

Quantas lágrimas, quantas máscaras, quantas vergonhas

Quantos muros se escondem atrás de um muro que cai?

Combien de murs … Combien de murs … Combien de murs …

Quantos muros … quantos muros … quantos muros …

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Catherine Henry é francesa de nascimento e de cultura. Ela é professora colaboradora do Método Francês Fluente. Além de dar assistência ao Professor Jérôme Guinet, Catherine escreve os conteúdos do site procurando trazer assuntos variados e interessantes que podem servir de complemento para quem está estudando francês.

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