Erros ortográficos com humor

Errar é humano, mas existem alguns erros ortográficos que são difíceis de aturar. Em francês acontece a mesma coisa, e Norman fala sobre isso com humor no canal dele. Veja a seguir a transcrição e a tradução de seu vídeo sobre os erros ortográficos:

Si J’ai bien une qualité, c’est que je ne fais jamais de fautes d’orthographe. FAUX !

Se eu tenho uma qualidade, é que eu nunca cometo erros de ortografia. FALSO!

Les gens qui écrivent bien, ceux qui ne font pas de fautes d’orthographe, ils aiment bien te foutre la honte en lisant et en corrigeant ce que tu as écrit : « Légumes, accent aigu à Légumes », « Soupe, mais t’as écrit soupe avec 5 « p » ».

As pessoas que escrevem bem, aquelas que não cometem erros ortográficos, elas gostam de te fazer passar vergonha lendo e corrigindo o que você escreveu: “Legumes, acento agudo em legumes”, “sopa, mas você escreveu sopa com 5 “p””.

Heureusement qu’il existe les claviers d’ordinateurs, à chaque fois que je fais une faute, je sors la même excuse : « non, je pense que ça doit juste être une faute de frappe », chose que tu ne peux pas faire quand t’écris avec un stylo : « Non, je pense que ça doit être juste une faute de stylo ».

Ainda bem que os teclados de computador existem, cada vez que eu erro, eu dou a mesma desculpa: “não, eu acho que deve só ser um erro de digitação”, coisa que você não pode fazer quando você escreve com uma caneta: “Não, eu acho que deve ser só um erro de caneta”.

Bon, on a le droit de se moquer des gens qui font des fautes, voilà, c’est bon enfant, SAUF, sauf dans un seul cas où c’est absolument interdit : « Oh, mais il n’y a que des fautes, comment tu ne sais pas écrire mec », « Ouais, mais c’est parce que je suis dyslexique », « Ah désolé, ce n’est pas ce que je voulais dire. J’ai un profond respect pour toi et ta famille ».

Bom, a gente pode zombar das pessoas que cometem erros, é divertido, SALVO, salvo em um caso único onde é absolutamente proibido fazer isso: “Oh, mas só tem erros, como você não sabe escrever cara”, “É, mas é porque eu sou disléxico”, “ah desculpa, não era o que eu queria dizer. Tenho um profundo respeito por você e sua família”.

« Je suis dyslexique ». Franchement, je l’ai tellement entendu que j’ai l’impression que tout le monde est dyslexique. Faut arrêter avec la dyslexie. J’ai l’impression que quand t’es dyslexique tu peux le dire à toutes les sauces, ça passe : « Oh mais tu n’arrives même pas à soulever l’étagère ? », « Oh ça va, je suis dyslexique, ok ? ».

“Eu sou disléxico”. Francamente, ouvi tantas vezes isso que tenho a impressão de que todo mundo é disléxico. Tem que parar com essa história de dislexia. Tenho a impressão de que quando você é disléxico, você pode dizê-lo em qualquer contexto, e funciona: “Oh mas você nem consegue levantar a estante ?”, “Oh, para, eu sou disléxico, tá bom ?”.

Ce qui est chelou, c’est que le mot dyslexie qui désigne une maladie liée à l’orthographe est lui-même le plus dur du monde à orthographier. Alors les mecs, ils n’ont jamais pu écrire leur maladie une fois bien « disseléquecie », alors que le SIDA par exemple c’est plus facile, enfin c’est…

 

O que é estranho, é que a palavra dislexia, que designa uma doença relacionada à ortografia, é, ela mesma, a mais difícil do mundo de se soletrar. Então os caras nunca puderam escrever suas doenças direito “disselequicia”, sendo que a AIDS por exemplo, é mais fácil, enfim é…

Bon moi je fais des fois des fautes, mais sur des mots un peu compliqués quand même.

Bom, eu cometo erros algumas vezes, mas geralmente sobre palavras um pouco complicadas, tá.

Par contre, j’aimerais vraiment faire un commentaire sur une faute qu’on voit tout le temps, c’est les mecs qui font cette faute-là : « sa va ». Juste, les mecs, apprenez-le une fois : « ça va » c’est « ç », voilà ! C’est pour toute la vie, c’est bon, après, après c’est fini ! Il n’y a plus besoin de l’apprendre.

 

Em contrapartida, gostaria realmente de fazer um comentário sobre um erro que vemos toda hora, são os caras que cometem esse erro:  “sa va”. “Caras, aprendam de uma vez por todas: “ça va” (tudo bem) é com “ç”, pronto! É para a vida toda, pronto, depois, depois acabou! Não precisa mais aprender.

C’est comme le langage texto, il y a des mecs qui écrivent en langage texto mais pas que dans les textos, partout dans la vie. Attends, t’imagines si tout le monde faisait ça ? Dans quelques années ça serait le bordel. « Le président de la république François Hollande se serait assis ce matin sur son siège de président et aurait affirmé à toute la presse : « tout va bien». Bon, alors phrase qui sera peut-être un jour culte, peut-être pas, ou peut-être moyennement culte ».

É como a linguagem por mensagem, tem caras que escrevem em linguagem de mensagem mas não só para mensagens, em todo lugar na vida. Espera, você imagina se todo mundo fizesse isso? Em alguns anos, seria uma bagunça. “O presidente da República François Hollande teria se sentado esta manhã em seu assento de presidente e teria afirmado para toda a imprensa: “está tudo bem”. Então, frase que será talvez um dia culta, talvez não, ou talvez moderadamente culta”.

 

Moi quand j’arrive enfin à retenir l’orthographe d’un mot, ce n’est pas parce que je l’ai appris dans un livre, c’est toujours par des moyens mnémotechniques un peu nuls : « Bienvenue ça prend un « e » ? », « ouais », « ah je vois que monsieur est un littéraire », « ah non, pas du tout, c’est parce que chez moi j’ai un paillasson « bienvenue » », « d’accord », « Euh, juste comme ça, est-ce que tu aurais chez toi par hasard un paillasson écrit « en l’occurrence » ? Non ? ok ».

 

 

Eu, quando eu consigo enfim lembrar a ortografia de uma palavra, não é porque eu a aprendi em um livro, é sempre por meios mnemotécnicos um pouco bobos: “Benvindo tem um “e”?”, “sim”, “ah, estou vendo que o senhor é um literário”, “ah não, nada a ver, é porque em casa tenho um tapete “benvindo””,  “Ah tá, “Ah, só um pergunta, será que você teria em casa, por acaso, um tapete escrito “neste caso” ? Não? Ok”.

 

« Et si je fais des fautes d’orthographe alors que je ne suis pas dyslexique, je suis quoi ? »,  « Bah, ça veut juste dire que t’es con ! », « ah parfait ! ».

E se eu cometo erros ortográficos sendo que não sou disléxico, o que sou?”, “Ah, quer dizer só que você é burro!”, “ah, perfeito!”.

 

 

 

Nota da autora: A dislexia em realidade se refere a uma doença ligada a dificuldades na leitura das palavras, e é a disortografia que se refere a dificuldades na ortografia das palavras.

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Linda Scoriels é francesa e teve duas experiências no Brasil (uma na infância e outra mais recente) que fizeram que conhecesse tão bem a língua e a cultura francesa quanto a brasileira. PhD em neurociências cognitivas, ela atua em pesquisa e docência sobre estratégias de aprendizado e memória, duas funções cognitivas essenciais para o seu aprendizado em francês.

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